Na contramão da Holanda, Suécia enrijece leis contra apostas online

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Bandeira da Suécia

A Suécia planeja impôr restrições à apostas online. Por certo, o país quer reduzir manipulações de resultados. Assim, somente as quatro primeiras divisões serão afetadas. Ou seja, a Allsvenskan (1ª divisão) e Superettan (2ª). Tal qual Ettan (3ª) e Division 2 (4ª). As demais ainda seguem nas casas de apostas. Já torneios nacionais, como a Copa da Suécia, não. O certame, semelhante à Copa do Brasil, pode perder as apostas. Em contrapartida, a Holanda criou uma lei para a legalizar. Ao que tudo indica, entra em vigor no ano de 2021.

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Além de jogos oficiais as novas medidas serão aplicadas a amistosos e jogos-treino. Em relação à partidas da seleção sueca, ainda não há nada confirmado. Mas os duelos podem ter restrições de apostas. Tal qual nas partidas das categorias de base. Seja de times ou da própria seleção nacional. Ou seja, a partir do sub-22.

A Swedish Gambling Authority (SGA) não para por aí. A saber, apostas em partidas com  atletas menores de idade serão vetadas. Sobretudo, os mercados oferecidos pelas casas devem ser reduzidos. Desse modo, palpites em número de cartões amarelos, escanteios, pênaltis e demais mercados.

Todavia, Dan Korhonen imagina que tais medidas não são eficazes. O gestor da Svenska Spel, estatal da Suécia, projeta o insucesso. Em sua opinião, os vetos não impedem fraudes. Tampouco manipulação de resultados. Além disso, revelou que a SGA foi dura em proibir palpites em amistosos.

“Apenas permitir apostas em jogos de clubes das 4 divisões principais pode funcionar bem para os jogos internos na Suécia. Mas pode também levar a apostas em jogos mais arriscados noutros países. Lá o quarto nível de futebol pode estar a um nível muito mais baixo” – disse Dan Korhonen.

 

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RELEMBRE FRAUDES NO FUTEBOL

 

BRASILEIRÃO – 2005

Naquela oportunidade, árbitros manipularam resultados para beneficiar apostadores. Por certo, a influência dos juízes abrangeram os principais torneios do pais. Segundo revelou a revista Veja, cada um recebia cerca de R$ 10 mil por partida fraudada. No centro do escândalo estava Edílson Pereira de Carvalho, árbitro com o “selo” FIFA. Assim, 11 jogos do Brasileirão, apitados por Edílson, foram anulados e disputados novamente. Confira os principais:

  • Vasco 0 x 1 Botafogo
  • Paysandu 1 x  2 Cruzeiro
  • Ponte Preta 1 x 0 São Paulo
  • Santos 4 x 2 Corinthians
  • Vasco 2 x 1 Figueirense
  • Cruzeiro 4 x 1 Botafogo
  • Internacional 3 x 2 Coritiba
  • São Paulo 3 x 2 Corinthians

Dentre os jogos, estavam dois do Corinthians. A equipe do Parque São Jorge havia perdido as partidas. Mas nas reedições, venceu o Santos e empatou com o São Paulo. Garantindo, assim, uma vantagem de três pontos em cima do Internacional. Além disso, o título brasileiro de 2005. Edílson foi excluído do futebol.

CALCIOPOLI – 2006

Por certo, no mesmo ano do tetracampeonato do mundo, o futebol italiano sofreu um baque. O escândalo ficou conhecido como “Calciopoli”. Nele, cartolas influenciavam resultados. Luciano Moggi e Antonio Giraudo, dirigentes da Juventus, foram os pivôs do caso. Além de selecionar os juízes, orientavam o que os árbitros deveriam fazer. Por fim, o caso tornou-se público em maio de 2005. Assim, após as penas, a Juventus perdeu os títulos de 2005 e 2006, e foi rebaixada. O Milan também foi punido. Porém, com a perda de 36 pontos entre 2005 e 2006. Além das gigantes, outras foram punidas:

  • Fiorentina
  • Lazio
  • Reginna
  • Arezzo

Sem dúvida, nem Brasil tampouco Itália ficaram satisfeitos com os casos. Dessa maneira, a Suécia busca blindar-se. Todavia, a eficácia será vista somente quando as leis entrarem em vigor.

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Foto destaque: Reprodução/ Arte – Shaftscore 

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