O dia em que uma aposta de R$ 1,27 rendeu R$ 212 mil na Fórmula 1

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Pierre Gasly, da AlphaTauri, comemorando a inédita vitória em Monza, na Fórmula 1

De acordo com o prestigioso dicionário Michaelis, “zebra” é um substantivo feminino referente a um mamífero nativo da África, que possui a pelagem composta de listras pretas em fundo branco. Porém, ainda segundo o glossário, a expressão zebra pode ser utilizada quando acontece um resultado inesperado. No âmbito das apostas esportivas, quando uma zebra aparece muitos lamentam. Por outro lado, alguns poucos que souberam identifica-la, ficam de bolso cheio.

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ZEBRAS SÃO INCOMUNS NA FÓRMULA 1, MAS APARECEM

No mundo do automobilismo, mais precisamente na Fórmula 1, as zebras não costumam passear pelos circuitos. Mas em algumas oportunidades elas deram as caras. Como no GP do Brasil de 2003, onde Giancarlo Fisichella, e sua Jordan, ganharam a corrida. Em 2007, a então jovem promessa, Sebastian Vettel, venceu o GP da Itália, vestindo as cores da pequena Toro Rosso, equipe satélite da Red Bull. Posteriormente, esse o caso mais recente, Pierre Gasly, da AlphaTauri, quebrou todos os prognósticos ao vencer o GP da Itália de 2020. O francês jamais havia ganho uma corrida de Fórmula 1.

Mesmo assim, um apostador finlandês confiou na sorte e cravou o pódio da corrida. Primeiramente, o homem, que não foi identificado, colocou Pierre Gasly no lugar mais alto. Logo abaixo, Carlos Sainz, figura pouco presente nos pódios. Por fim, Lance Stroll, jovem promessa que terminou apenas duas vezes no top-3, em sua carreira. Entretanto, o finlandês não levou em consideração o retrospecto, e apostou 0,20 centavos de euro. Convertendo para real, o investimento foi de apenas R$ 1,27. Paralelamente, o triunfo de Hamilton pagava R$ 1,44 para cada R$ 1 apostado. Em contraste, o site de apostas pagava  166.990 vezes o valor apostado na vitória de Pierre Gasly. Culminando, assim, no lucro de 33.398 euros (R$ 212 mil) ao cidadão da Finlândia.

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Como muitos devem saber, a temporada 2020 da F1 é denominada por Mercedes e Red Bull. Ou seja, essas duas equipes se alternam nas primeiras posições do grid. Só para ilustrar, antes do GP da Itália, todas as outras sete provas terminaram nas mãos de Lewis Hamilton (Mercedes) ou Valtteri Bottas (Mercedes) ou Max Verstappen (Red Bull).

Durante os treinos livres, tudo indicava que o GP ficaria novamente entre esses três pilotos. No classificatório, Hamilton garantiu a pole-position e Bottas fechou a segunda fila. Logo atrás, Carlos Sainz, da McLaren, e Max Verstappen. Enquanto isso, Pierre Gasly largou apenas da 10ª posição, à frente de Daniil Kvyat, seu companheiro. Por certo, Gasly realizou uma boa largada e manteve seu posto. A posição foi mantida por longas voltas.

HAMILTON PUNIDO E O CAOS NA PISTA

Contudo, após um acidente, o francês da AlphaTauri caiu para a 14ª colocação. Desse modo, o piloto realizava uma corrida costumeira, figurando na parte de baixo do grid. Mas durante a entrada do Safety Car, muitas equipes chamaram seus carros para troca de pneus e reabastecimento. O que não foi o caso do time de Gasly. Assim, a Alpha acertou na estratégia, e o corredor saltou incríveis 11 posições. Poucas voltas depois, mais um acidente, esse com Charles Leclerc, da Ferrari.

Por certo, a direção de prova decidiu em paralisar a corrida. No retorno, Gasly, que estava em 3º, roubou uma posição e assumiu a vice-liderança. Naquele momento, grande parte dos apostadores sentiram um frio na barriga. Em contrapartida, alguns poucos, como o finlandês, estavam rindo à toa. Afinal, Hamilton havia sido punido voltas antes e perdeu a liderança. A punição consistia em ficar parado nos boxes por 10 segundos. Assim, Gasly ultrapassou Lewis Hamilton e assumiu a ponta. Posição mantida até o fim da corrida.

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QUEBROU A BANCA E O TABU

Além de ter quebrado a banca, o triunfo quebrou o jejum de 24 anos sem um francês no lugar mais alto do pódio da Fórmula 1. Curiosamente, a última vitória francesa também foi uma zebra. Olivier Panis, da modesta Ligier, superou nomes como Michael Schumacher, Mika Häkkinen, Damon Hill e fez a festa com champanhe no famoso GP de Mônaco.

Foto destaque: Reprodução

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