Ceni explica mudança de esquema no São Paulo

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Ceni explica mudança de esquema no São Paulo

O São Paulo empatou com o Cuiabá pelo placar de 1 a 1 neste último domingo (4), pelo Brasileirão. Na próxima quinta-feira (8), o time comandado por Rogério Ceni entra em campo para definir uma vaga para a final da Copa Sul-Americana. Como resultado, no primeiro empate, o Tricolor Paulista foi derrotado por 3 a 1 e precisa reverter a desvantagem no Morumbi. Assim, em coletiva, o técnico comentou a pressão do torcedor.

– A ansiedade do torcedor vem de dez anos sem um grande título, de expressão internacional, sem chegar em final e tudo mais. Isso gera ansiedade, cobrança, o torcedor é emotivo. Ele quer ver o título acontecer, a vitória. Ele vê o São Paulo em uma posição inadequada no Brasileirão, vê as derrotas nas semifinais e fica mais ansioso ainda. Que a gente possa levar o São Paulo a mais uma final, com todas as dificuldades que nós sabemos.

Em seguida, Ceni falou sobre os erros que aconteceram nas duas últimas partidas, quando Igor Gomes foi expulso contra o Atlético-GO e no último duelo, Welington entrou na catimba de Deyverson e foi para o chuveiro mais cedo. Então, o treinador acredita que isso não pode acontecer, por ter sido duas faltas no meio-campo.

– As duas expulsões (Igor Gomes e Welington) foram no meio-campo, sem necessidade. É o mesmo erro, não tem problema em falar erro, Welington não poderia fazer aquela falta. São jogadores jovens que vão amadurecer.

Ceni e família

Por fim, Ceni falou sobre como foi a volta para o seu estado. O treinador nasceu em Sinop-MT e estava bem próximo de suas origens. Comentou sobre o seu pai e toda a sua família. Logo depois, avaliou o esquema tático adotado para o compromisso do Brasileirão.

“Meu pai viria, mas já é um pouco mais difícil. É um estado que comecei a carreira, num jogo que o goleiro se machucou, 32 anos atrás. Desde a década de 80, minha família mora aqui. É responsável pelo PIB brasileiro com o agronegócio, que sustenta o Brasil.”

“Nós não jogamos em nenhum momento com três zagueiros, jogamos com linha de quatro, com Welington e Rafinha nos lados e com Ferraresi e Luizão, linha de quatro. Claro que por natureza o Welington apoia mais que o Rafinha, até pela idade e tudo. Na volta do intervalo, Ferraresi tinha cartão amarelo,e estava sofrendo com as bolas em velocidade. O Rafinha tem muita construção de jogo, facilidade para ver o jogo de frente. Não sabia que o Deyverson ia sair do jogo, mas achei que a gente ia ter mais o controle do jogo, sofrendo talvez em algum momento na bola parada, mas acreditava que teríamos mais a bola no segundo tempo. O Rafinha ficou na dupla de zaga e acho que foi muito bem. Depois da expulsão o jogo mudou bastante”.

Três competições

Logo depois, o comandante falou sobre o empate. Então, relatou a dificuldade que o time enfrentar por estar nas três competições, uma vez que tem atuado seguidamente no meio e fim de semana, e isso tem desgastado o grupo. Além disso, alertou sobre a dificuldade de atuar em Cuiabá, pelo tempo abafado.

– Estamos há mais de 100 dias jogando toda quarta, quinta, domingo. Hoje fica a reação, lugar quente, difícil de jogar, teve duas oportunidades de virar. Esse ponto é mais importante do que as pessoas pensam para o jogo de quinta – disse Ceni.

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