Diego Ribas perto do fim

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Diego Ribas perto do fim

Antes de tudo, Diego Ribas perto do fim, aos 37 anos, decidiu que não defenderá outro clube brasileiro. A saber, o atleta não descarta aposentadoria, mas deixa aberta possibilidade de aceitar oferta do exterior. Em suma, seria a única chance de permanecer em atividade. Confira detalhes de suas declarações sobre Flamengo, carreira e afins.

Entrevista: Diego Ribas perto do fim

A saber, Diego Ribas convocou uma entrevista coletiva na última terça-feira (19), dia em que completou seis anos de Flamengo, para falar dos planos para a sequência em sua carreira. Perto dos familiares, ele afirmou que deixará o clube ao fim do contrato, em dezembro deste ano. Além disso, anunciou que não jogará mais no Brasil. De fato, a aposentadoria só não vai acontecer, se o jogador receber uma proposta que considere interessante para atuar no exterior.

– Hoje completam seis anos do anúncio da minha chegada ao Flamengo. Foram seis anos maravilhosos. Na renovação, ano passado, definimos que seria meu último ano no Flamengo e venho confirmar isso. Encerrará minha passagem pelo Flamengo. Não atuo também mais em outro clube brasileiro. Minha história no Flamengo é muito rica. Vou me dar mais meses ainda daqui para decidir se me aposento ou não. Se continuar, será fora do país. É aqui que quero viver essa reta final.

Mais um na MLS? Europa? Ou pé de meia?

A saber, não há especulações ainda e Diego nem está interessado em procurar agora. O atleta disse em entrevista que o tempo dirá. Em suma, nesse momento, curtir o Flamengo e sua família são prioridades. Se vierem propostas estrangeiras, serão estudadas.

– Não tenho certeza de onde será e nem se eu vou, mesmo tendo possibilidades. Quero me dar mais um tempo para isso, são decisões importantes. Vai ser passo a passo. Decidi ano passado que seria meu último contrato pelo Flamengo. De fora vai depender. Se surgir algo bacana para mim e minha família, vamos seguir em frente. Ou posso parar. Agora quero deixar o tempo falar um pouco, sentir essas sensações, preciso ter o brilho no olhar que o Flamengo me proporciona. Nesse momento não tenho meu futuro 100% definido.

Alô, torcida! O capita mandou, hein

Conforme já visto diversas vezes, Diego Ribas é tão bem relacionado e representativo que sempre quis resolver tudo na conversa com a torcida em geral. E após alguns lances, ele puxou a orelha da Nação, mas ele pode né?

– O Vitinho agora no último jogo foi vaiado antes de entrar. Para mim, isso não é normal e nunca vai ser. Minha relação com a torcida é maravilhosa, amo eles, mas vamos refletir, por favor. Não vamos ganhar sempre. Tem hora que queremos a mudança, mas ela é natural. Como descarta jogador como o Arão? Do lado de cá somos persistentes, mas é quase uma afronta. Tenho mais de 270 jogos, será que um cara consegue vestir tantas vezes essa camisa porque é simpático? Se expressa bem? É bonito? Tem alguns que nem conseguem falar isso (risos). Se consegue isso diante de muito esforço, talento, coragem, disciplina. Se você gosta ou não, tem que respeitar. Quando tentaram me agredir, eu fiz o gol e vou abraçá-los. Sempre farei isso. Mas vou adorar se eu for aplaudido. Quando vaiam outro jogador, eu sinto também.

– Sei que a vaia faz parte, quem paga ingresso tem o direito. Mas a vaia constante, inexplicável, para quê? Não é porque o Vidal está chegando que tem que vaiar o Diego ou o Arão. Quero que ele ganhe tudo, seja aplaudido no Maracanã. Mas um dia ele vai embora e outro vai chegar. Quero que todos saiam aplaudidos e não expulsos. Temos que fazer essa reflexão. Somos fortes quando estamos juntos. Se estivermos desconectados, nos enfraqueceremos.

Diego Ribas perto do fim e o Peixe?

De fato, o meio-campo hoje não vê possibilidades e necessidades em voltar nos capítulos iniciais de sua história. A tendência é apenas agradecer pela passagem e talvez até reler esses capítulos. No entanto, não voltar a escrever de onde parou e sim terminar esse capítulo chamado Flamengo. Por fim, talvez começar outro ou terminar esse livro de uma vez para que possa criar novos contos.

– Sobre o Santos, sempre deixei claro meu respeito. Quando estive pela última vez na Vila, eu postei um texto porque sabia que seria a última vez que estaria ali como jogador profissional. Desfrutei da caminhada, gratidão muito grande pelo clube. A história que eu tinha para escrever ali já foi escrita. Não pretendo reabrir. Tenho algo muito forte com o Flamengo e é aqui que vou encerrar minha história no futebol brasileiro. Fica o respeito pelo Santos, mas não será uma história reaberta por tudo o que construí no Flamengo.

A camisa 10

De fato, uma camisa 10 é sempre especial e quando se tem um ídolo por trás da história desses clubes, os ingredientes se tornam mais ricos ainda. Tratando-se de Flamengo, Zico só deixou essas especiarias mais finas e Diego comentou sobre essa grandeza.

– A camisa 10 inspira graças a jogadores como Zico. Sou um privilegiado. Vesti a camisa 10 do Pelé no Santos. Fui campeão brasileiro lá. Fui 10 da Seleção, campeão da Copa América e a 10 do Flamengo. Prazer muito grande, enorme. Cada vez que vejo a camisa 10, a camisa do Flamengo, tenho um orgulho muito grande, respeito muito grande. Eu a peguei numa situação e estou entregando numa situação melhor. Que o próximo continue nessa caminhada, que continue inspirando jogadores. Cada vez com mais títulos e representatividade.

Relacionamento com a Nação

Decerto, Diego Ribas sempre teve uma relação muito próxima com o Mais Querido. A saber, sua liderença e inteligência emocional sempre foram bem casadas com a Nação.

– Foi maravilhosa. Difícil até explicar em palavras. Cheguei aqui realizado, mas a etapa do Flamengo foi como se tudo que eu passei nas experiências anteriores eu tivesse que colocar em prática aqui. Gestão, liderança, força mental, técnica. Fui campeão brasileiro com 17 anos de meia ofensivo. Aos 36 anos fui campeão novamente, no mesmo estádio (Morumbi), como volante. Minha relação com o Flamengo foi assim, de alegrias, mas me trouxe dificuldades e ensinamentos. Meu filho já me viu ser ovacionado, já me viu ser vaiado, já me viu sair do estádio chorando. Mas nunca me viu desistir. Eles participaram dessa jornada e isso é muito rico. E foi o Flamengo que proporcionou tudo isso. É um privilégio vestir essa camisa. Estou alegre e feliz para esses últimos jogos.

 

Foto destaque: Divulgação/Coluna do Fla

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