Maurício Souza fora do Vasco; confira estatísticas

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O Vasco confirmou a saída do treinador Maurício Souza. Após a derrota para o Vila Nova, no sábado (23), a direção vascaína tomou bastante pressão para desligar o técnico, que definitivamente não certo na equipe. Decerto, na manhã deste domingo (24), o Presidente Jorge Salgado, além de Carlos Brazil e Paulo Bracks, consultor da 777 Partners, se reuniram. No fim, a decisão da saída.

Em suma, foram oito jogos: duas vitórias, três empates e três derrotas. Antes de Maurício chegar, o Vasco passou as 12 primeiras rodadas sem perder. Além dos resultados ruins, o desempenho do time dentro de campo também caiu. Decerto, a defesa, ponto forte da equipe, se desequilibrou e o time tomou muitos gols. Antes de Maurício, o clube havia levado apenas cinco gols. Agora, já são 12, sete à mais.

Na última rodada, o time perdeu a segunda colocação para o Grêmio, que agora tem um ponto à mais (36 e 35). A diferença para os times de fora do G4 também caiu, de nove para seis pontos. O Vasco caiu de 66,6% de aproveitamento para 45,8% com as derrotas. Dos últimos 18 pontos em disputa, o time ganhou apenas cinco.

Não mudou o Vasco

Decerto, depois da derrota para o Vila, o treinador foi questionado sobre a forma do time jogar. Maurício afirmou que não mudou a forma do time jogar, mas que tinha preferências sobre postura diferentes do antigo técnico, Zé Ricardo:

“Vasco é uma equipe que sempre vai tentar se impor com a bola sobre o adversário. Se isso não acontecer em tempos passados, talvez, porque faltasse um tipo de encaixe. Mas não abandonamos uma defesa forte, não abandonamos um time aguerrido. Tudo isso tem sido mantido. O que temos feito é que jogar melhor, ter o domínio do jogo, criar mais situações, te aproxima da vitória. Só que temos que evoluir na questão de posse de bola.

Temos que chegar no terço final com melhores decisões, com jogo combinado melhor. Se eu não estou enganado chegamos 35 vezes no último terço do campo, contra 18 ou 19 do adversário e perdemos o jogo por 1 a 0. A posse de bola por ela só não me ilude. É um caminho, esse caminho tem que evoluir para chegarmos mais vezes na baliza adversária, para analisarmos as finalizações que essa posse está trazendo. A posse pela posse não adianta muito. Criamos situações, mas temos que evoluir ainda”.

O treinador foi bastante vaiado após a partida e falou sobre o caso, que se repetiu, depois das vaias no jogo da última terça (19), no empate contra o Ituano:

“Eu já falei outras vezes, que neste momento, em que as coisas não acontecem, eu não espero outra coisa. Vou para campo e não me abalo com isso. Sei que só vai mudar se conseguirmos resultados. A torcida quer vir e apoiar. Se o resultado não vem, ela vai vaiar. Estão me tirando de culpado. Prefiro, do que nos jogadores, no time. Eles precisam ter tranquilidade. Eles são personagens do jogo. Prefiro que a torcida me xingue, mas apoie a equipe. Não faltou luta, não faltou lutar pela vitória até o último minuto”.

Foto destaque: Reprodução/CRVG

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