Políticos do Vasco falam sobre SAF; Parte da oposição ainda é contra

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Políticos do Vasco falam sobre SAF; Parte da oposição ainda é contra

Vasco da Gama chega em um de seus dias mais importante da história de seus 124 anos . Decerto, durante todo este domingo (7), o clube abre votação para seus sócios decidirem se aprovam, ou não, a venda de 70% do seu futebol para a empresa 777 Partners. Os poderes do Vasco, dentro da situação política, são à favor da formação do futebol empresa.

O Presidente do clube, Jorge Salgado, além do Presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Fonseca, deram suas explicações de porque aprovam e defendem a venda de 70% para a 777. Decerto, ambos participaram de todos os processos até aqui, com as conduções da proposta dos americanos, feita em março, até a recomendação de aprovação pelos conselheiros, na semana passada.

Primeiro, Salgado exemplificou que a SAF é algo real dentro do mundo do futebol, com a maioria dos clubes europeus já adotando o processo. Em suma, o presidente quer o profissionalismo na sua gestão:

Aprovo a operação da SAF porque o futebol vascaíno precisa de instrumentos adequados para atrair investimentos, fortalecer suas equipes e voltar ao seu lugar de direito, vencendo títulos; e porque o clube precisa resolver de uma vez por todas seu endividamento histórico, que o asfixia há mais de duas décadas. A SAF adapta o futebol vascaíno à realidade do mercado mundial. Dos 30 clubes mais ricos do mundo, 28 são empresas (ou seja, 93%). Dos 10 mercados mais valiosos do mundo, apenas o Brasil não é (ainda) composto majoritariamente por clubes-empresa. O Vasco sempre foi pioneiro. Fomos um dos primeiros clubes brasileiros a abraçar o profissionalismo no futebol. Chegou a hora de profissionalizar também a gestão.

Já Carlos Fonseca, elencou o motivo financeiro como o principal para apoiar a SAF. A dívida da equipe será toda assumida pela 777 Partners, além do dinheiro de investimento para formação de times competitivos:

Votarei a favor da SAF. O principal motivo é o financeiro, já que a um só tempo o Vasco poderá resolver sua dívida e retomar a capacidade de realizar investimentos no futebol. Outro aspecto que me agrada é o da profissionalização da gestão, independente das costuras políticas que são necessárias em um modelo associativo.

Oposição se divide entre aprovação

Decerto, os nomes principais de oposição política do Vasco se dividem entre apoiar, ou não. O primeiro é Júlio Brant, que já declarou que irá votar sim para a venda. O candidato a presidência desde a eleição de 2014 tem ativa participação no atual conselho e até participou da comissão que leu o contrato oferecido, para recomendar a aprovação:

Desde que essa administração assumiu, procuramos levar soluções porque já víamos que a gestão financeira mantida desde 2018 seria caótica. Infelizmente, colocaram o Vasco num cenário de insolvência. A SAF se tornou a única saída nesse momento. Contudo, a SAF precisa trazer a competência, que é o problema mais crônico do Vasco. Sem competência nenhum modelo tem sucesso.

O outro lado da posição, Leven Siano é totalmente contra e garante que o Vasco consegue sair sozinho do momento ruim financeiro. Apesar da negativa, o ex-candidato não disse se irá votar NÃO na eleição deste domingo (7). Leven preferiu tentar impedir a votação por meio de ações judiciais, mas sem sucesso:

Venho por meio desta expressar meu sentimento de não me aprofundar sobre o assunto, até porque todos sabem a minha posição sobre esta SAF, em específico, conduzida pela 777. Aconteça o que acontecer, espero ainda ter a oportunidade de entregar ao clube tudo quanto me preparei para colaborar com o seu sucesso. Uma pena que todo o processo tenha sido conduzido de forma equivocada. Perde o torcedor do Vasco. Perde o Vasco. Perde, em parte, o futebol. Até porque, o Club de Regatas Vasco da Gama é a história do Brasil.

Foto destaque: Reprodução/CRVG

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