CBF diz que linha de impedimento no clássico paulista não poderá ser traçada

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CBF diz que linha de impedimento no clássico paulista não poderá ser traçada

As polêmicas de arbitragem no duelo entre Palmeiras x São Paulo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, ainda repercutem.

Isso porque o Palmeiras enviou, nesta segunda-feira (18), um novo ofício à Confederação Brasileira de Futebol. Sobretudo, sobre a falha do árbitro de vídeo na partida do Choque-Rei.

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Em síntese, após receber uma resposta inicial da CBF, depois de mandar um primeiro documento. O clube solicitou que as linhas do VAR fossem traçadas e divulgadas.

Portanto, nesta terça-feira (19), o chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme, disse que não existe mais a possibilidade de traçar as linhas de impedimento no lance que originou o gol do Tricolor no duelo.

Em entrevista ao Globo Esporte, o dirigente tentou explicar o motivo da CBF não conseguir mostrar. Em síntese, porque a máquina usada no jogo, segundo Seneme, já foi resetada.

“Não é possível traçar a linha, porque este jogo fica por um período na máquina. E segundo a informação da empresa, quando a máquina vai ser usada novamente, ela precisa ser resetada. E isto foi resetado”, disse Seneme.

Nesse sentido, Seneme explicou que o foco agora será no trabalho com os árbitros para que não se repitam casos como esse.

“Estamos treinando para melhorar isto. Não havia treinamento antes aqui. A gente está chegando e incluindo treinamentos, simuladores. Para evitar este tipo de situação que não é agradável para ninguém”, explicou o presidente da Comissão de Arbitragem.

A saber, o erro ocorrido no Allianz Parque culminou no afastamento de Emerson de Almeida Ferreira (VAR) e Marcus Vinicius Gomes (VAR), que, segundo a CBF, “estão sob avaliação de seu desempenho técnico”.

Nesse sentido, ambos estiveram presentes tanto na partida entre Athletico-PR e Internacional, no sábado (16), pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, quanto entre Sport e Vila Nova, na segunda-feira (18), pela 19º rodada da Série B.

Por outro lado, o árbitro de campo no clássico, Leandro Pedro Vuaden, não recebeu qualquer sanção na entidade e seguiu apitando no Brasileirão.

Em relação à penalidade em Calleri, a confederação considera que o puxão de Gustavo Gómez foi o suficiente para derrubar o centroavante. Por fim, a entidade ainda concorda que o VAR errou ao não checar o possível impedimento do argentino na jogada.

Nota do Palmeiras

Venho a público demonstrar a minha total indignação com o fatídico evento que culminou na desclassificação do Palmeiras da Copa do Brasil. Não é de hoje que o futebol brasileiro vem sofrendo com as mazelas da arbitragem, mas o Palmeiras entende que chegamos ao fim da linha. 

Não resta mais qualquer dúvida de que houve erro de protocolo na arbitragem do jogo contra o São Paulo. Assim como não há qualquer dúvida de que o atleta da equipe adversária estava em posição de impedimento, algo que a tecnologia detecta com extrema facilidade.

Em razão desses fatos inequívocos, podemos afirmar que o Palmeiras sofreu prejuízos esportivos e financeiros irreparáveis e de gravidade extrema. 

Aquilo que podia ser feito, o clube fez. Enviou um ofício à CBF ressaltando a gravidade dos fatos e um novo ofício ao tomar conhecimento do áudio do VAR.

Hoje, contudo, fomos surpreendidos com uma desastrada declaração do presidente da Comissão de Arbitragem, sr. Wilson Seneme, de que não seria possível checar o impedimento do atleta do São Paulo, conforme solicitamos, por ter sido a máquina “resetada”.

Não há mais medidas jurídicas que o Palmeiras possa tomar. Não houve erro de direito; houve, porém, irreparável e gravíssimo erro de fato.

A partir deste ponto, o Palmeiras deseja que este lamentável episódio tenha sido um divisor de águas na história da arbitragem no Brasil e pede que todos os envolvidos neste triste acontecimento sejam punidos de forma exemplar pela CBF, que tem também o dever de trabalhar pela profissionalização dos árbitros do país.

Desta vez, o prejudicado foi o Palmeiras. Se não houver uma drástica mudança, cada vez mais times serão lesados, com perdas inestimáveis. E com isso se esvai a credibilidade do nosso futebol, que já vem sendo questionada há muito tempo.

Imbuídos do sentimento coletivo que vem crescendo nos clubes, vamos buscar todos juntos a mudança. Somente assim, engrandeceremos e geraremos mais valor para o futebol brasileiro.

Leila Pereira (Presidente do Palmeiras).

Foto destaque: Divulgação/Cesar Greco/Palmeiras

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