Miranda descarta pensar em aposentadoria nesta temporada

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Miranda descarta pensar em aposentadoria nesta temporada

O zagueiro Miranda tem sido uma peça importante no São Paulo na temporada. Como resultado, o veterano começou como reserva, mas com a mudança do sistema de jogo do time para três zagueiros, conseguiu recuperar espaço e teve partidas de destaque.

Em entrevista ao ‘Canal do Hernan’, o jogador de 38 anos descartou pensar em aposentadoria neste momento. O camisa 22 prefere ir vivendo a cada dia e quando achar que é a melhor hora, pendura as chuteiras. Além disso, comentou sobre ficar no banco de reservas.

– Não penso muito no futuro, penso no meu presente. Fazer o melhor a cada dia e cada momento, é isso que eu quero demonstrar. Não passa na minha cabeça, o dia que eu decidir vai ser rápido. Hoje penso em jogar futebol e fazer o meu melhor -disse.

– Foi difícil, nunca passei por uma situação dessa. Foi um momento para parar e pensar, conquistar meu espaço. Só o que estou fazendo não é suficiente. Abri mão de folga, para me dedicar e treinar. Foi um momento que eu fui para o banco, entraram jogadores que fizeram bem também, no Paulista, mas em momento nenhum abaixei a cabeça. Sempre apoiei meus companheiros que estavam jogando, dei moral, porque era minha função como líder – destacou.

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Confira respostas de Rogério Ceni na entrevista coletiva:

 

Sequência

– Nós jogamos dia 14, 17, 20 e 23, Com tanta gente fora, o cansaço bate. Não é tomar três gols do Goiás, um time profissional sofrer três gols mostra que precisamos evoluir nesse quesito. Não podemos cometer erros que nos levam a perder pontos importantes. Podemos caprichar mais nas finalizações e trabalhar melhor a parte defensiva para que a gente não sofra tantos gols.

Trabalho com jovens

–Nós tentamos corrigir no vídeo os últimos jogos, as chances que perdemos e conseguimos. É repassado esse vídeo para dar um retorno do jogo. Nesses últimos dias não dá, porque se eu treinar eles não aguentam jogar. São muitos jogos. Precisamos melhorar, temos uma decisão na quinta, domingo e aí tem outro campeonato. Novamente teremos quatro jogos em dez dias, para qualquer time, mas para nós que temos tantos desfalques defensivos….a parte defensiva a gente tem sofrido bastante.

Virtudes

– Quando a gente consegue ter triangulações e amplitudes, apesar de que o Goiás marcou pressão durante todo o jogo. Mesmo com a pressão, criamos bastante oportunidades, principalmente com as triangulações pelo lado direito. No outro, apesar de um gol com origem pelo Welington, é um lado mais solitário. As melhores oportunidades estavam em triangular e abrir espaço.

Erros defensivos

– Demos azar no primeiro gol e no último gol um tiro de meta, não precisávamos nem ter pressionado. O menino tem a felicidade em chutar, a bola passa pelo Diego… mas quando chega aos 92 minutos, o cansaço bate. Temos que melhorar, é a repetição. Quando temos poucos zagueiros, você não consegue nem fazer um treinamento mais puxado. Tivemos medo de colocar o Diego contra o Inter.

– Mas produzimos para fazer o quarto gol, não tínhamos um jogador para o lugar do Wellington e ainda procuramos o gol pelos lados, onde estivam fluindo as jogadas. Não conseguimos o gol e acabamos sofrendo o castigo. Nos tira um domingo mais alegre, ficamos parados e até podendo sair da primeira faixa da tabela. Há tempos o time, apesar de render, não consegue vencer. Precisamos de vitórias.

Realidade do São Paulo

– Mas é uma análise complexa de fazer. Temos peças para trabalhar, do meio para frente temos opções, a gente consegue fazer times diferentes e com boas opções. Na parte defensiva, temos 10 ou 11 jogadores para ocupar cinco vagas. Temos mais opções ofensivas, chegamos a jogar sem os quatro principais zagueiros.

– O Rafinha improvisado bem fazendo bons jogos. Vamos brigar dia após dia, vamos ter um tempo para recuperar e partir de quinta-feira vamos sobreviver. Mas não dá para fazer uma projeção.

Cansaço mental

– Para mim é mais o mental, você tem que estar ganhando todos os dias. E você tem a expectativa de fazer isso. Temos entregado gols muito facilmente, temos feito isso mais fácil do que deve ser. E isso vai te deixando mais cansado. Para os atletas, o desgaste físico é maior. Para mim, o mental tem sido o pior.

– Você tem que quebrar a cabeça todos os dias para montar um time, qual peça você vai mudar e ter um esquema. Qual jogador tenho que deixar fora para ter um time competitivo, depois como faço para ter um time na Sul-Americana. E tudo isso vai pesando.

O que mudar no segundo turno?

– A resposta é fácil, o difícil é a execução. Temos que definir os jogos, não estamos conseguindo definir o jogo contra ninguém. Não estamos conseguindo respirar, não conseguimos abrir dois gols de vantagem contra nenhum adversário. No Brasileiro a gente não consegue respirar um pouco no jogo, temos que jogar no limite até o minuto 90.

– Não conseguimos matar o adversário, contra o Palmeiras lutamos lá e aqui até o final, sempre está caminho muito próximo do limite salvando uma derrota ou perdendo uma vitória. Precisamos ter vitórias.

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