Cruzeiro mostra apoio aos grupos LGBTQIA+

Compartilhe com seus amigos:

LGBTQIAQ+

Cruzeiro fará uso das cores da bandeira LGBTQIA+  para personalizar a cobrança de escanteio, mas não por livre e espontânea vontade. A saber, os mineiros sofreram uma ação judicial após denúncias de cânticos homofóbicos na torcida em jogos da Série B. Além disso, também pagará uma multa de 30 mil como parte da punição, juntamente com postagens mostrando apoio ao movimento, assim como publicações de ucnho educativo também.

Por outro lado, não é o único time no Brasil que passa por situações como esta. A maioria dos casos esportivos no STJD são de homofobia em 2022. Nove casos no total, sendo três deles de injúria racial, que também é algo muito presente nas divisões do futebol brasileiro. Torcidas como a do Vasco mostraram seu apoio aos grupos marginalizados, erguendo cartazes de igualdade, bandeiras e fumaça demonstrando que não há espaço para o preconceito, sejam quaisquer as formas de agressão verbal e física.

Torcidas de Minas Gerais mostram força na luta contra a homofobia

Primeiramente, homofobia é crime e ainda parece que os que cometem infrações saem muitas vezes sem pagar pelo que fizeram. O cabuloso foi enquadrado no Artigo 243-G, 1.º e 2° parágrafos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que afirma “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

A cada 29 horas uma pessoa LGBTQIA+ é morta no Brasil, além de ser o país que mais mata pessoas com ideologias distintas no sentido quanto a orientação sexual.

Minas Gerais é possivelmente o estado mais ativo em luta contra o preconceito no futebol. Torcidas organizadas de grandes clubes como Atlético Mineiro, Cruzeiro e América fazem barulho na defesa contra à frente preconceituosa.

Maria de Minas

A torcida LGBTQIAQ+ do Cruzeiro se intitula como “Maria de Minas”, e foi criada pelo torcedor Yuri Senna, fanático torcedor do clube. Após uma foto compartilhada, sua vida mudou completamente ao passar por um episódio de preconceito e chacota.

– “Meu namorado me abraçou por trás para me acalmar, e neste momento fizeram uma foto. Fizeram um vídeo e dois dias depois do jogo começou a circular essa foto, esse vídeo em tons de ameaça, usando a gente como chacota. Ameaças de morte, inclusive, de que a gente não podia voltar pro estádio nem eu nem meu namorado. Ali, foi um verdadeiro inferno na nossa vida porque ali começaram a tirar nosso direito de torcedor, nossa liberdade de estar no estádio ” –  Comenta Yuri.

Além do Cruzeiro, grandes times mineiros como o América MG também possui seu grupo organizado, chamado de “Fora da Toca”. Um trocadilho com a expressão “sair do armário”, ao mesmo tempo  que faz menção ao time do coração, já que um de seus apelidos é Coelho.

Por último, o Galo também se movimenta em prol da cultura de aceitação com o “Galo Queer”, aglomerado de torcedores que apoiam ou fazem parte da comunidade, além de ser uma das primeiras do estado mineiro a criar algo nesta vertente.

Foto destaque: Divulgação/ Cuzeiro

Compartilhe como seus amigos:

Outras publicações de seu time: